12 de setembro de 2012

Retórica da Existência: os tais planos...

Hoje reabri minha agenda no primeiro dia do ano e me deparei com minha lista de PLANOS PARA 2012.
Eu que sempre os fiz, meio que utopicamente... talvez por me conhecer um pouquinho e saber o quanto minha vida, até aqui, foi regada de surpresas capazes de modificar muitos dos planos.
Uma leve ansiedade tomou conta de mim na expectativa de saber quantos deles eu já havia alcançado.
Comecei a lê-los!

Quase como um balde de água fria.
Pasmem... UM PLANO!
UM PLANO QUASE REALIZADO!

E os outros 17?

Impossível!!! (Bem pessimista!)
Nem tão difícil assim... (Mais realista!)
Ainda há tempo! (Totalmente otimista.)

Acho que nenhum dos meus planos foi colocado como prioridade em minha vida, talvez por isso meu pouco esforço em realizá-los. Embora isso também não justifique o fato de ter que viver pensando e realizando apenas prioridades. Não foi exatamente isso que eu quis dizer e nem acho que seja assim que eu leve minha vida.

Mas... o que me faz planejar sem me esforçar para realizar?
Quais as dificuldades que eu mesma coloco em meu caminho que me impedem de realizar meus planos?

Preciso rever a forma de planejar a minha vida.
Prioridades?
Futuro?
Utopias?

Qual é a graça viver sem planos?

Se eu não os tivesse feito, hoje não estaria me fazendo estas perguntas... mesmo que para elas não hajam respostas.

Perguntas retóricas. Ou não...
Coisas da própria retórica da existência...



25 de maio de 2012

As lembranças da vovozinha

O pudim mais doce e amarelinho, era ela quem fazia.
A cuca mais fofa e deliciosa, era naquele forno, daquele quartinho, que ela assva.
O sonho, a goiabada, o mumu e a shimia de uva, que eu mais gostava.
Os palavrões mais engraçados, fleda, flebóide, catefa, cadelão, só ela que dizia.
Lembro quando ela chegava com um esmalte novo, com seu batom marrom ou rosa, seu pó e, claro, o sabonete Alma de Flores. Coisas de vó!
E ela costurava roupinhas para as bonecas, tricotava blusões coloridos, remendava as calças do pai, costurava um lençol novo pra mãe.
Gritava e xingava os gatos do jeito mais engraçado e corria atrás das galinhas, sem nenhum mal.
Quando ia nos visitar, a primeira coisa era comprar linguiça.
E brincava de pegar em meio a risos e gritos das netas que amavam ver a vó correndo e se divertindo.

Lembranças da infância. Da vovozinha. Da alegria do passado.

Uma vaidade e uma vitalidade que aos poucos se foram.

Saber que são coisas da vida não consola, não diminui a dor de ver quem se ama partir.


Vó, obrigada por ter feito parte da minha vida e por este seu jeito e gênio incomparáveis!

Vó Arminda, te amo!

15 de abril de 2012

Distância (s)

Entre a distância física
de dois corpos longes
ponte aérea
milhares de quilômetros
E a distância de quem está perto
emoções solitárias
olhares que não se cruzam
bocas que não se beijam
a distância de um orgulho
da frieza
de corações feridos.
A pior?
A distância que me separa de você.