20 de maio de 2011

Friday I'm in love


"I don't care if monday's blue
Tuesday's grey and wednesday too
Thursday I don't care about you
It's friday I'm in love

Monday you can fall apart
Tuesday, wednesday break my heart
Thursday doesn't even start
It's friday I'm in love

Saturday wait
And sunday always comes too late
But friday never hesitate..."

(The Cure)*



E chega sexta-feira...
Além de apaixonada, a sexta-feira me deixa cheia de expectativas para um fim de semana radiante, excitante, divertido...

E que venha este... cheio de surpresas e de companhias especiais!

Obrigada a todos que fazem parte não só das minhas sextas-feiras apaixonadas, mas de todos os dias da semana... de todos os dias da minha vida!


*Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=mGgMZpGYiy8&feature=relmfu

4 de maio de 2011

Depois de uma noite com amigos...

E numa noite com amigos, eu me lamentava que em breve estaria indo embora de Lisboa.
E continuava a falar que não era isso que eu queria...
E que eu sabia o quanto minha readaptação seria difícil...
E eis que minha amiga italiana Lorena Cicerale, lança, no melhor dos improvisos, aquelas palavras sábias que te tocam e te fazem pensar:

"Viver pensando no futuro, gera ansiedade...
Viver relembrando o passado, gera saudade...
Mas viver aproveitando o presente, isso traz felicidade."

A partir daquele momento pensei que já estava mais do que na hora de parar de pensar na minha volta e antecipar sentimentos que nem eu mesma sei se irei sentir.
Agora é o presente, é o tempo de felicidade. E o que eu mais quero é viver intensamente cada dia neste lugar maravilhoso, como um verdadeiro presente de Deus e fruto dos meus esforços.
A saudade e a ansiedade estão presentes, claro! Mas já não penso neles com a mesma frequência de antes. E nada como o que já dizia Antoine de Saint-Exupéry:

"Viva o hoje,
pois o ontem já se foi
e o amanhã talvez não venha."

Então é isso... sinto que meus dias estão cada vez mais belos.
Sinto que há muito por vir.
Sinto uma vontade tão grande de viver, de reviver, de ser feliz, de fazer as pessoas felizes.
Sinto que cada pessoa que passou por minha vida até aqui foi essencial e me deixou algo, por mínimo que seja, pois as pessoas me tocam... sempre... tocam minha alma e meu coração.
E sinto que aqui recuperei e reanimei grandes sonhos e desejos meus... redescobri a minha psicologia e aprendi Psicologia.
Sinto que só aprendi... aliás, não só! Também ensinei...
E com tantos sentimentos e sentidos, sei que mudei.

E assim é a vida....
Passado, presente, futuro...
Lembranças, mudanças, esperanças.



(em algum lugar da Alfama, que guarda a beleza em suas ruas, paredes, janelas, pinturas, cores, cheiros e amores)

17 de abril de 2011

Lisboa e seus Miradouros

Uma das coisas que eu mais gosto em Lisboa são os miradouros.
Ainda não conheço todos, mas aqueles que eu conheço são suficientes para defini-los como o melhor lugar para passar bons momentos.
Bons momentos de reflexão, de cabelos ao vento, de admiração da natureza, de olhar ao longe e ver um castelo, ou o Tejo, ou casinhas, ou tudo aquilo que seus olhos permitirem ver.
Se eu pudesse, todos os dias dedicaria alguns momentos à algum miradouro.
Na Wikipédia, encontrei uma lista dos miradouros de Lisboa. Em vermelho, são os que eu conheço até agora:

Miradouro da Graça
Miradouro da Rocha do Conde de Óbidos
Miradouro da Senhora do Monte
Miradouro das Portas do Sol
Miradouro de Santa Luzia
Miradouro de Santa Catarina
Miradouro de Santo Estêvão
Miradouro de São Pedro de Alcântara
Miradouro do Castelo de São Jorge
Miradouro do Torel
Miradouro dos Moinhos de Santana
Miradouro dos Montes Claros
Parque Eduardo VII
Miradouro do Monte Agudo
Miradouro do Cais das Colunas


Nos próximos meses vou conhecer os outros, certamente. E aconselho a toda a pessoa que vier a Lisboa, não perder de conhecê-los.

E esses lugares me permitem momentos que eu mais gosto... pois sou fascinada pelas simples coisas...
...os músicos com seus instrumentos, cantando e alegrando.
...os malabaristas e artistas.
...os turistas, suas poses, suas línguas, suas alegrias e fotografias.
...os pintores, suas tintas e seus retratos.
...o Eléctrico 28 no seu devagar andar.
...o barulho e o frio do vento que balança meus cabelos e desfaz qualquer penteado.
...as folhas secas do outono, os galhos do inverno e as flores coloridas da primavera.
...as casinhas da Alfama, com suas varandas, janelas, e lençóis estendidos.
...o Rio Tejo, "por onde se vai ao mundo."
...as pessoas desconhecidas que sorriem.
...os pensamentos soltos que não se permitem prender.
...os desejos e vontades que surgem no ímpeto do momento.
...as companhias que comigo estão, seja qual for.
...e tudo mais que o imprevisível permite acontecer e viver.



"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
(Fernando Pessoa)